Ultrassom com Doppler: O que é e Como Funciona

Entre vários dos exames feitos durante a gestação para garantir o bom desenvolvimento do bebê, alguns podem trazer dúvidas sobre sua realização e propósito. É o caso da ultrassonografia com Doppler, que, quando feita, é realizada no final da gestação e de forma não invasiva. Como esse não é um dos exames de rotina, isso pode causar preocupação em alguns pais cujo obstetra não pediu sua realização. Quer saber mais? Continue a ler.

Ultrassom com Doppler, o que é?

Johann Christian Doppler descobriu, em 1852, que certa frequência de ondas sonoras, quando emitidas, entravam em contato com os órgãos dentro do corpo e refletiam nas hemácias, as células vermelhas do sangue, e esse reflexo podia ser codificado pelo computar e mostrar não apenas a imagem de um ultrassom normal, mas também a circulação de sangue que está havendo. O fluxo sanguíneo aparece colorido de azul e vermelho dependendo do sentido em que circula, e isso pode ajudar na análise de diversas situações. Quando ele é realizado na gravidez, ajuda a visualizar a circulação do sangue entre o bebê e a placenta.

Ultrassom com doppler

Ultrassom com doppler

Como é feito

Assim como na ultrassonografia normal, o paciente fica deitado numa maca enquanto o médico examinador utiliza um gel na pele para deslizar um aparelho que emitirá as ondas sonoras. Ele não utiliza radiação e nem é invasivo, além de ser indolor e oferecer grande precisão nos diagnósticos.

Por que é feito

Diversos casos na gestação podem justificar o uso de ultrassom com Doppler, já que ele forma imagens em tempo real sobre a rede vascular. Alguns casos que podem incitar o médico a requerer o exame são:

  • Suspeita de que o feto tenha crescimento reduzido ou interrompido;
  • Checagem do líquido amniótico e sua quantidade;
  • Gestação de mais de um bebê;
  • Incompatibilidade de fatores Rh;
  • Enfermidade que possa ser transmitida pelo feto de forma congênita;
  • Histórico de má formação do coração na família;
  • Gestação anterior com parto prematuro;
  • Frequência cardíaca anormal do feto

O que diagnostica

O exame serve para diagnosticar problemas de nutrição do bebê, através da medição do sangue que circula nos vasos mais importantes, analisar se seu corpo não está produzindo anticorpos – em caso de Rh incompatível – que destroem as hemácias do bebê, identificar se – caso haja mais de um filho – eles compartilham a mesma placenta ou não, entre outros.

Por que é importante

O exame serve para afastar suspeitas importantes em relação a doenças sérias que o bebê pode apresentar. Caso identifique algum problema, é possível tomar as devidas medidas para tratar essa condição, como, por exemplo, um parto antecipado.

Alguns pais ficam preocupados ao saber desse exame, principalmente quando ele não foi requerido pelo médico. Geralmente isso significa que não existe nenhuma das suspeitas que justifica o exame ser feito, mas vale à pena conversar com seu obstetra se você apresentou alguma complicação – eclâmpsia, hipertensão, diabetes gestacional, certas infecções – que poderiam causar algum mal para seu filho. Caso haja histórico de má nutrição de bebês ainda no útero na sua família, também é bom comentar.

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