Teste do Coraçãozinho

A rede pública de saúde tem feito cada vez mais esforços para prevenir e diagnosticar precocemente doenças sérias em recém nascidos, de modo a agilizar também o tratamento. Uma das medidas nesse sentido foi a determinação do Ministério da Saúde, em 2014, que todas as maternidades da rede pública deverão realizar o teste do coraçãozinho assim como já é feito com o teste do pezinho e da orelhinha. Quer saber mais? Continue lendo.

Teste do coraçãozinho

O teste do coraçãozinho e de suma importância para garantir a saúde cardáaca do recém nascido.

O que é o teste do coraçãozinho?

O nome popular Teste do Coraçãozinho se refere à oximetria de pulso. É um teste realizado em recém nascidos entre vinte e quatro e quarenta e oito horas antes de receberem alta do hospital.

Como é feito?

Completamente indolor para o bebê e nada invasivo, o teste é bem simples. São colocadas “pulseiras” em uma das mãos e um dos pés da criança e uma máquina mede a oxidação do sangue, além de realizar a contagem de batimentos cardíacos. Se a porcentagem de oxigenação estiver abaixo de 95% isso indica que pode haver alguma alteração no funcionamento cardíaco, assim encaminhando o bebê para uma ecocardiograma que confirmará o diagnóstico e o tornará mais preciso.

Teste do coraçãozinho

Durante o teste o bebê não sente nenhum tipo de dor ou desconforto.

Para que serve?

A cada cem crianças nascidas no Brasil, uma delas é cardiopata. Isso significa que ela teve problemas na formação da estrutura do coração, o que pode resultar em várias consequências perigosas se o diagnóstico for feito muito tarde ou não houver tratamento. Muitas vezes, o simples ato de auscultar o coração não indica sintomas para que haja a cardiopatia, e é aí que mora o perigo. Com a oximetria do pulso, isso não acontece.

Outros testes importantes

Teste do pezinho – Uma pequena picada de agulha no calcanhar, que é uma região bem vascularizada, faz com que algumas gotas de sangue sejam liberadas. Esse sangue é colhido pelo médico e enviado para a análise laboratorial. O exame já é realizado em todo país, mas em alguns estados a cobertura de diagnósticos pode ser maior. Ele pesquisa a presença de anemia falciforme, hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e fibrose cística.

Teste da orelhinha – Um fone é inserido na orelha externa do bebê enquanto ele dorme, gerando emissões acústicas e captando a resposta da cóclea, parte interna do ouvido. Esse exame ajuda a diagnosticar se a criança já exibe sinais de perda auditiva. É indolor e deve ser realizado no primeiro mês de vida.

Teste do olhinho – Um aparelho oftalmológico é utilizado para jogar uma luz sobre os olhos do bebê, e a cor do reflexo tem muito a dizer. Se ele for vermelho ou alaranjado, não há obstruções na visão. Diagnostica diferentes tipos de males da visão, e nascimentos prematuros apresentam fator de risco para a retinopatia de prematuridade.

Teste da linguinha – Usado para detectar a presença de anomalias na formação do frênulo, mais conhecido como freio da língua, esse exame garante que a criança não tenha problemas para ser amamentada nem dificuldades na aquisição da fala. Caso o frênulo seja muito curto, caracterizando a língua presa, é feito um pequeno picote nele – indolor e sem sangue.

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