Teste da Orelhinha

Vários exames de triagem são realizados antes mesmo que o recém nascido receba alta, e todos eles são fundamentais para detectar doenças e iniciar um tratamento precoce, que prevenirá sequelas e complicações, além de melhorar a qualidade de vida da criança. Esse é o caso do teste da orelhinha, que visa procurar deficiências auditivas na criança.

Teste da orelhinha

O teste da orelhinha ajuda diagnosticar problemas auditivo e prevenir.

O que é o teste da orelhinha?

Oficialmente conhecido como Triagem Auditiva Neonatal, assim como o teste da linguinha esse é um exame rápido e indolor realizado nos primeiros três meses de vida do bebê. Utiliza-se o método EOAs, ou Emissões Otoacústicas Evocadas e sua finalidade é avaliar a audição do bebê recém nascido, de modo a diagnosticar e quando possível, tratar deficiências auditivas. O teste costuma ser realizado pouco tempo depois do bebê nascer, antes de receber alta, como boa parte dos exames neonatais. É importante que os pais tenham certeza que o exame foi realizado, pois ele é obrigatório na rede pública de hospitais. Em caso negativo, leve seu bebê o quanto antes a uma clínica especializada em otorrinolaringologia onde o teste será realizado.

Por que precisa ser feito?

Para um bebê, a aquisição da linguagem e boa parte do seu desenvolvimento sócio cultural estão ligadas à audição. Se o diagnóstico for mais tardio, por exemplo, quando a criança já tiver quatro anos – que é quando os pais finalmente desconfiam da perda auditiva do filho – poderão já ter acontecido várias perdas para a criança. O diagnóstico e as medidas cabíveis quando tomados mais cedo podem ajudar a criança a se desenvolver com mais qualidade de vida e auxiliar os pais a lidarem com essa situação.

Como é feito?

Teste da orelhinha

Descubra como e feito o teste da orelhinha, simples e indolor.

Para os pais que morrem de medo dos vários exames que pelos quais o bebê passa após nascer: podem ficar tranquilos. O exame é realizado enquanto o bebê dorme é colocado um fone em sua orelha. Determinados estímulos sonoros são produzidos e analisa-se a percepção desse estímulo e isso verifica se a cóclea, que é a parte interna do ouvido, está funcionando normalmente. O exame é feito com ligação a um computador, que emite um gráfico da recepção dos estímulos sonoros e assim tem-se o resultado.

Fatores de risco

Certas características contam como fatores de risco para a perda auditiva em bebês, e são levados em consideração antes de se realizar o teste. Antes dele se tornar obrigatório, essas eram as principais indicações para realização do exame. Estão entre elas:

  • Histórico familiar de surdez;
  • Baixo peso no nascimento;
  • Uso de medicamentos ototóxicos;
  • Infecções congênitas como rubéola, citomegalovirose, sífilis ou toxoplasmose;
  • Hiperbilirubinemia, doença em que as altas doses de bilirrubina causam icterícia;
  • Síndromes neurológicas.

Em caso positivo

Caso haja suspeita de problemas de audição, a criança será encaminhada a fazer uma avaliação otológica e audiológica completa.  Não é preciso se preocupar já que alguns bebês mesmo tendo audição perfeita podem ter resultado falso positivo, mas caso seu bebê realmente tenha problemas de audição é interessante procurar se informar ao máximo possível sobre essa condição, as possibilidades de tratamento e como tornar tudo mais acessível enquanto a criança cresce.

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