Entrou em vigor em 2014: no Brasil, o teste da linguinha passa a ser realizado obrigatória e gratuitamente em todo recém nascido. Muitas dúvidas ainda circulam em torno desse teste, o que pode deixar pais com medo e preocupados sob a perspectiva de seu filho apresentar um problema na fala futuramente. Esse artigo buscará, de forma informativa, esclarecer algumas dúvidas.

Teste da linguinha
O teste da linguinha pode definir o futuro do seu bebê, evitando problemas e saúde e de autoestima.

Por que fazê-lo?

O teste da linguinha é um método usado para detectar anomalias no desenvolvimento da membrana que liga a língua ao assoalho da boca chamada frênulo, conhecida popularmente por “freio da língua”. Quando o frênulo é muito curto, isso pode prejudicar a movimentação normal da língua, entrando no caminho da amamentação e da aquisição da fala. Esse problema é conhecido popularmente por “língua presa”. Se o problema não for resolvido, pode fazer com que o bebê não se alimente corretamente e abandone a amamentação precocemente, fazendo com que os pais adotem o uso do leite artificial. Se pensarmos a longo prazo, a dificuldade na fala poderá dificultar o aprendizado da criança e interferir seriamente com sua auto estima.

Como é feito o teste da linguinha?

O exame é simples, rápido, indolor e gratuito. Ele é realizado durante a amamentação, e um especialista analisa a anatomia da língua e a força de sucção que está sendo realizada. Ao mesmo tempo, também é medido o intervalo entre sucção e deglutição do leite, os batimentos cardíacos do bebê, é medida sua respiração e a taxa de saturação do oxigênio.

Teste da linguinha
O teste e rápido e indolor.

Caso seja detectada a anomalia, a cirurgia é rápida e indolor para o bebê. É realizado um pequeno corte no frênulo, que não sangra porque a membrana é muito fina logo após o nascimento. Conforme a criança for envelhecendo, o frênulo aumenta em espessura e fibrosidade, e a mesma cirurgia pode se tornar dolorosa, requer um pequeno ponto e necessitar de um tempo mais longo de recuperação.

Polêmica entre especialistas

Embora a lei já tenha sido aprovada, alguns fonoaudiólogos não concordam com a medida. Isso porque acham o método de diagnóstico pouco esclarecedor e esse mesmo método tem pouco respaldo acadêmico. De forma a não gerar custos para o SUS, a maneira de diagnosticar a língua presa na verdade se trata de um formulário com gráficos explicativos, e não requer treinamento para ser feito. Alguns médicos ressaltam que o formulário não é capaz de determinar o diagnóstico das possíveis variações de língua presa que existem na literatura médica, e isso poderá levar a cortes desnecessários do frênulo e isso pode gerar alguma complicação para a criança.

O ideal é que o diagnóstico esteja de acordo com toda equipe de médicos que tratará a criança antes de haver a realização da pequena cirurgia, mas você sempre pode buscar uma segunda opinião com um médico diferente se não quiser arriscar o picote desnecessário do frênulo. Vale lembrar que nem todas as crianças com língua presa apresentam alterações na fala ou dificuldade em mamar, por isso vale à pena consultar mais de um profissional.

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