Conhecida como “tabelinha”, esse é um dos métodos mais antigos usados para o controle de natalidade. Para usá-la, é preciso descobrir quais são seus dias férteis e evitar relações sexuais desprotegidas durante esse período, de modo que não haja fertilização do óvulo.

Quem pode fazer a tabelinha?

A tabelinha para não engravidar deve ser usado, de preferência, por quem tem o ciclo menstrual extremamente regular. Ter o ciclo menstrual regular significa que ele dura exatamente a mesma quantidade de dias todos os meses e a ovulação ocorre regularmente no meio dele.

Tabelinha para não engravidar
Tabelinha para não engravidar

Como funciona o ciclo menstrual?

O ciclo se inicia assim que começa o sangramento da menstruação. Apartir daí, o corpo começa a preparar um novo óvulo para ser liberado e a produzir hormônios que prepararão as estruturas reprodutivas para carregarem um bebê. O hormônio folículo-estimulante (FSH) faz com que um dos folículos se desenvolva mais que os outros e se torne pronto para liberar um óvulo. Esses folículos secretam estrogênio, que estimula a liberação do hormônio luteinizante (LH), que acaba por fazer o folículo se romper e liberar o óvulo. Isso acontece mais ou menos no meio do ciclo menstrual e é chamado fase fértil, em que há grandes chances de uma gravidez. O folículo que liberou o óvulo se transforma em um corpo lúteo, responsável por fabricar a progesterona. Isso faz com que o endométrio se torne mais grosso e bem mais irrigado por sangue, para a eventual implantação de um embrião. Se isso não acontece, o corpo lúteo se degenera e o endométrio, na falta de progesterona, desaba e é excretado junto ao óvulo não fertilizado na forma de menstruação.

Como é feita a tabelinha para não engravidar?

É preciso monitorar sua menstruação por alguns meses, anotando quais os dias em que há sangramento, quando ocorre a ovulação e quais são os seus dias férteis. Sabendo os dias férteis, é só evitar relações sexuais desprotegidas nesse período que a chance de engravidar, teoricamente, se torna menor.

É eficaz?

Devido às oscilações hormonais de um ciclo pro outro o período fértil pode cair em dias diferentes, além de que os espermatozóides sobrevivem por um tempo razoável e o óvulo geralmente é fertilizado por espermatozóides de uma relação ocorrida anteriormente à ovulação. Além disso, é preciso ter o ciclo menstrual bastante regular, monitorá-lo por pelo menos três meses, e só aí iniciar o método da tabelinha – coisa que nem sempre se faz.

Estudos já derrubaram a tabelinha como método contraceptivo há muito tempo, e sugere-se que ele seja usado mais por quem tem vontade de engravidar do que o contrário. Quem quer um controle de natalidade eficaz deve conversar com seu ginecologista e procurar outras formas, como os contraceptivos hormonais (comprimidos, injeções, implantes, adesivo) ou de barreira (preservativos, diafragma, espermicida, anel vaginal, esponja vaginal).

Também se pode pensar na implantação do Dispositivo Intra Uterino, chamado DIU, que poderá ser de cobre ou hormonal, com liberação de hormônios dentro do útero. Após a retirada de qualquer um dos dois, a fertilidade não é afetada, mas você deve conversar com seu ginecologista.

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