Sintomas de Aborto: Fatores de Risco, Causas e Tratamento

O aborto espontâneo, quando uma gravidez é muito esperada, pode trazer efeitos devastadores para saúde e estado emocional dos pais. Entretanto, esse é um acontecimento relativamente normal, visto que 20% das gravidezes terminam dessa maneira. Pouco falado, ainda existem muitas dúvidas sobre o aborto que podem ser facilmente resolvidas através de esclarecimento e informação.

O que é e quais os sintomas de aborto?

É classificado como aborto espontâneo quando uma gravidez termina antes da vigésima semana de gestação e o feto pesa até 500g, podendo acontecer inclusive antes mesmo que se saiba da gravidez. Estima-se que 50% dos óvulos fertilizados tenham este fim. Grande parte dos abortos ocorre nas semanas iniciais, em casos raros ou por conta de complicações, vindo a ocorrer mais tarde.

Sintomas de Aborto

Quais o principais sinais dos sintomas de abordo? Confira na integra.

Sintomas de aborto

A maioria dos sintomas de aborto são bem vagos e podem também indicar outra complicação na gravidez. Entretanto, se mais de um deles se manifestar é importante procurar o seu obstetra. Entre os sintomas, estão:

  • Cólicas de diferentes intensidades, como as menstruais
  • Sangramento vaginal que vai evoluindo
  • Perda de material, como coágulos de sangue
  • Dor lombar de diferentes intensidades
  • Falta de movimento fetal por mais de cinco horas
  • Náuseas

Fatores de risco

Idade – Quanto mais jovem ou mais velha for a gestante, maior é o risco de aborto espontâneo, chegando a 80% aos 45 anos. Pesquisas ainda investigam se a idade do pai tem relação com o aborto, mas já concluíram que quanto mais velho for o pai, maior o risco de má formação do feto.

Abortamento anterior – Existe uma condição chamada abortamento habitual, que é a perda seguida de até três gestações. Os médicos não consideram ético esperar até a terceira gestação perdida, então os exames já começam no segundo aborto espontâneo.

Problemas anatômicos – O útero naturalmente tem formas diferentes que podem dificultar ou inviabilizar uma gravidez, ou um colo do útero muito fino pode não suportar o feto até que ele esteja pronto para nascer.

Uso de substâncias tóxicas – Tabagismo, alcoolismo e uso de drogas aumenta em grande porcentagem o risco de abortos espontâneos.

Doenças não monitoradas – Diabetes, hipertensão, disfunções da tireóide… Qualquer doença crônica e não monitorada aumenta as chances de um aborto espontâneo.

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Causas

A maioria dos abortos espontâneos acontece porque o embrião não está se desenvolvendo normalmente e tem problemas cromossômicos. Isso acontece por causa da maneira que o embrião se desenvolve e nada tem a ver com os pais. Infecções, problemas hormonais, trombofilias e outras doenças não controladas também podem gerar a perda acidental da gravidez.

Tratamento

Após constatação que houve mesmo perda da gravidez, se o feto ainda estiver no útero, será realizado um ultrassom. O médico pode oferecer as opções de esperar pela perda de tecido fetal em casa, receitando remédios para abrir o colo do útero, ou você pode realizar uma curetagem, que é uma retirada cirúrgica do material gestacional. Se não houver essa retirada, pode haver uma infecção uterina. Após isso, é preciso esperar o tempo recomendado pelo médico para engravidar de novo.

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