Pressão Alta na Gravidez: Sintomas e Causas!

A gravidez pode ser um evento bastante esperado, mas isso não a livra do risco de algumas complicações. Uma delas, bastante comum e potencialmente fatal, é a hipertensão. Além dos sintomas desagradáveis, quando ela aparece no terceiro trimestre é uma indicação de pré-eclâmpsia, que quando não tratada poderá evoluir para uma eclâmpsia total, que requer adiantamento do parto para que não provoque danos ao bebê. Saiba um pouco mais sobre a pressão alta na gestação lendo este artigo.

O que é pressão alta?

A medição de pressão será uma rotina, visto que é feita a cada consulta com seu obstetra. Para entender como é feita a medição de pressão, precisamos lembrar que o coração é composto por quatro cavidades chamadas câmaras: as que recebem o sangue são os átrios e as que o expulsam, ventrículos. As câmaras de um lado bombeiam sangue arterial, rico em oxigênio, e do outro sangue venoso, rico em gás carbônico. Quando os átrios recebem o sangue, se dilatam, fazendo movimento de diástole. Esse sangue é mandado para os ventrículos, que se contraem para bombear o sangue para as veias, no movimento de sístole. A pressão arterial é a medida por dois números, pois representa as pressões diastólica e sistólica. Ela se caracteriza como alta quando a medição revela uma pressão 14/9 ou mais.

Pressão Alta na Gravidez

Pressão Alta na Gravidez

Sintomas da pressão alta na gravidez

Confira abaixo os principais sintomas de pressão alta na gravidez:

  • Dores de cabeça constantes;
  • Visão embaçada;
  • Sensibilidade à luz;
  • Inchaço nos braços e pernas, podendo afetar a face;
  • Espuma na urina;
  • Dores abdominais;
  • Convulsões.

Causas da pressão alta na gravidez

Quando a hipertensão surge após as vinte semanas de gestação, pode ter sido causada pela adaptação deficiente do organismo à gravidez, embora também possa ser causada por maus hábitos alimentares, como grande consumo de sal e pouco exercício físico.

A hipertensão que já existia antes mesmo da gravidez é chamada hipertensão primária, e precisa continuar sob tratamento para se manter controlada.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco são:

  • Gravidez de mais de uma criança;
  • Gravidez em idade avançada;
  • Gestantes que sofrem muito estresse, trabalham muito e ingerem muito café;
  • Primeira gravidez.

Complicações

Quando a pressão alta vem acompanhada de proteína presente na urina, isso caracteriza a pré-eclâmpsia. Ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, restringindo a nutrição e oxigenação do futuro bebê e, em casos mais graves, prejudica diversos sistemas no organismo. Mesmo se tratada, ela pode evoluir para a eclâmpsia, condição na qual a pressão sobe tanto que pode causar convulsões e coma, podendo até ser fatal.

Quem teve hipertensão durante a gestação tem maiores chances de desenvolvê-la mesmo depois da gravidez, já que ela aparece por conta de uma predisposição. Mesmo assim, logo após o parto, é possível que a pressão se normalize por algum tempo.

Controle e tratamento

Enquanto for possível controlar a pressão alta sem medicamentos, é preciso ficar de olho na alimentação (Confira nosso artigo sobre dieta para gestantes) e no ganho de peso da gestação. O sal deve ser evitado de todas as maneiras, enquanto deve-se procurar repousar e correr do estresse. Mesmo assim, se a pressão continuar alta ou subir mais, é hora de apostar nos medicamentos.

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