Capaz de interferir na vida de uma pessoa desde seu nascimento, dificultando a amamentação e a nutrição correta, a língua presa é um problema que pode atingir até 11% das crianças nascidas. Esse comprometimento da movimentação da língua pode ou não prejudicar a aquisição e a prática da fala, mas pode ser diagnosticado e tratado de forma simples. Para saber mais sobre o assunto, leia mais.

Língua Presa: O que é?

Para quem está conhecendo o problema agora, não precisa desespero – especialmente se você tiver dado à luz há pouco tempo a um bebê com a língua presa. Basicamente a língua fica presa normalmente ao assoalho da boca por uma faixa membranosa, chamada frênulo. Também conhecido como freio, quando essa membrana é muito curta ou está posicionada muito para frente, isso impede o movimento natural da língua. Bebês que nascem com a língua presa podem apresentar dificuldade na amamentação ao sugar o leite materno e apresentam baixo ganho de peso.

Língua Presa
A língua presa pode ser notado logo nos primeiros meses de vida, notando dificuldades do bebê so sugar o leite materno.

Causas

A causa ainda é desconhecida. Ter ou não casos de língua presa na família não indica que a criança também o terá. Entretanto, alterações na boca como a fenda palatina podem ser indicadas.

Sintomas

Os sintomas são diferentes conforme a idade do paciente. No estágio da amamentação, ele apresenta problemas em se alimentar. Ao começar a ter dentes, pode ter um espaço considerável entre os dentes inferiores da frente. Ao começar a falar, apresenta dificuldade em diferentes fonemas, principalmente os com as letras sibilantes, como o S. Por conta disso, a criança pode ficar muito tímida e falar apenas em tom baixo, além de enfrentar problemas de relacionamento. Quando a membrana está muito pra frente, pode alterar o formato da ponta da língua.

Deve também se saber que nem sempre a língua presa atrapalhará a criança. Conforme o crescimento, o frênulo pode se desenvolver normalmente ou ela desenvolve uma adaptação à isso.

Diagnóstico

A língua presa tende a ser mais diagnosticada na primeira infância, pela dificuldade na amamentação. O diagnóstico é feito pela observação clínica do pediatra em seu consultório, além de observação do histórico de saúde e sintomas. Outros profissionais podem realizar o diagnóstico, como clínicos gerais, dentistas e fonoaudiólogos.

Teste da linguinha

No Brasil, o chamado Teste da Linguinha passou a ser obrigatórios nos hospitais públicos e privados. Assim como os testes do pezinho e coração, o teste da linguinha visa diagnosticar e tratar, através de uma cirurgia simples, a língua presa em bebês. Se diagnosticado, o bebê recebe um pequeno corte no frênulo, que aumentaria a mobilidade da língua. Não há consenso entre os médicos sobre esse tipo de cirurgia, visto que dependendo do tipo de língua presa, ela pode ser desnecessária.

Tratamento

O tratamento é de acordo com a intensidade das complicações que a língua presa causa na criança. Um bebê com menos de doze meses e dificuldade de amamentação recebe uma frenotomia, que é um corte no freio. Se estiver se alimentando normalmente, pode-se esperar algum tempo.

No caso de crianças mais velhas, elas podem fazer a remoção da parte do freio que estiver atrapalhando a movimentação e/ou consultarem um fonoaudiólogo e tratar os problemas da fala.

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