Embora gestantes considerem a cinta pós parto quase um item obrigatório, não é bem assim que funciona. Depois do parto, a barriga não retorna imediatamente ao tamanho e formatos de antes da gravidez e esta é uma preocupação que incentiva com que gestantes, em especial as que passam por cesárea, a usarem a cinta. Mesmo assim, em muitos casos, a cinta não é recomendada e pode até causar complicações. Leia esse artigo e saiba mais.

Cinta pós parto
A Cinta pós parto deve ser usado com cuidado, e preferencialmente quando o seu médico a recomenda, pois a mesma pode trazer complicações se utilizada em ocasiões indevidas, ou de forma errada.

Durante a gravidez

Para acomodar a gravidez, o útero cresce do tamanho de uma pêra até ficar do tamanho de uma melancia. Para acomodá-lo, a pele se distende ao máximo, os músculos são empurrados para os lados e os órgãos internos são empurrados para cima. É por esse motivo que, mesmo depois do parto, gestantes continuam com uma barriga considerável: o útero ainda não voltou ao tamanho normal e se podem sentir os órgãos meio soltos dentro do abdômen, causando desconforto.

Por que usar a cinta pós parto?

A cinta pós parto ajuda a garantir segurança de gestantes, pois a leve compressão garante que o desconforto de sentir os órgãos meio soltos não seja sentido. Além disso, quem realiza uma cesárea tem os músculos cortados durante a cirurgia e precisa ter algum apoio neles. Depois da cesárea, é comum gestantes sentirem insegurança em se movimentar por conta dos pontos, o que diminui com o uso da cinta.

Quando não usá-la?

A cinta pós parto não deve ser usada logo após o parto normal, com risco de ocasionar bexiga caída, então se deve esperar ao menos um mês para o útero voltar ao tamanho normal. Em caso de ferida operatória ou sangramento, o uso de cinta impedirá a circulação normal do sangue e a respiração do ferimento, fazendo com que a cicatrização fique dificultada. Nos primeiros dias, o intestino voltará a funcionar e a cinta pode acabar por prender os gases que surgirão naturalmente, causando desconforto.

Modelos de cinta pós parto

  • Sem pernas de cintura baixa – Chegando um pouco abaixo do umbigo, parece mais uma calcinha de cintura alta.
  • Sem pernas de cintura alta – Fica acima do umbigo e segura toda a região da barriga e lombar.
  • Com sutiã de amamentação – O problema está no fato de ter que trocar toda a peça se acabar vazando leite no sutiã.
  • Com pernas, acima ou abaixo do joelho – Oferece mais conforto para gestantes com facilidade de retenção de líquidos e inchaço.

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Polêmica entre os médicos

Ginecologistas e obstetras entram em desacordo sobre o uso da cinta de compressão para o pós parto. Enquanto alguns deles crêem que ela dê maior segurança à gestante; outros se apóiam em estudos que garantem que a musculatura precisa trabalhar por conta própria para se fortalecer, além dela não ter nenhum fim médico específico. Além disso, acredita-se que a cinta ajudará a diminuir a barriga, o que é um mito. É importante que você converse com seu obstetra sobre o assunto e se ele recomendar seu uso, escolha uma que seja de seu tamanho e não faça muita pressão.

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